terça-feira, 18 de maio de 2021

Enriquecendo o vocabulário - Psicologia de um vencido, Augusto dos Anjos

RESUMO BIOGRÁFICO: Augusto dos Anjos (1884-1914) foi poeta e símbolo do parnasianismo.  


Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância (brilho, chamejante),

Sofro, desde a epigênese(pré-formação) da infância,

A influência má dos signos do zodíaco.


Profundissimamente hipocondríaco (preocupado excessivamente com a saúde),

Este ambiente me causa repugnância...

Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia

Que se escapa da boca de um cardíaco.


Já o verme — este operário das ruínas —

Que o sangue podre das carnificinas(matanças)

Come, e à vida em geral declara guerra,


Anda a espreitar(espionar, observar escondido) meus olhos para roê-los,

E há-de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade(frieza) inorgânica da terra!



Bomba atômica é fundamental. Não para jogar em ninguém, mas para sermos respeitados. É o que em geopolítica se chama dissuasão (convencer a mudar de ideia) estratégica. Isto quer dizer: deixem-nos em paz. Quando se tem a bomba atômica senta-se para conversar em condições de igualdade. O mesmo acontece com as Forças Armadas. Se eleito, irei triplicar o seu efetivo. Elas são o braço armado do povo.


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